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18 de setembro de 2010

Dois selos, muitos presentes.

                Dois selos, muitos presentes. Esses selos vieram acompanhados de doação, reconhecimento, generosidade, gentileza, talentos, tintas, entre tantos outros. Do blog  http://emummundopatetico.blogspot.com/ recebi da Penha o “Selo de qualidade” e do blog    http://estacaoprimeiradosamba.blogspot.com/ ganhei do Sandro o selo “Escritores Virtuais”.
               Sabendo que nunca vou conseguir encontrar todas as palavras para agradecer esses presentes, fica aqui registrado que vocês dois, Penha e Sandro, acertaram o “Calcanhar” aqui.
               Sobre o “Calcanhar de Aquiles” (regra do “Selo de qualidade”):  1)tenho vários “pontos fracos” (minha primeira postagem) 2) melhor a verdade, seja qual for; 3) encontro-me nos textos postados; 4) preciso muito estudar a Língua Portuguesa; 5) sou um analfabeto digital confesso; 6) sei muito menos que preciso; 7) prefiro música que TV; 8) coleciono canecas; 9) acordo cedo sempre.


               As regras para ganhar esse “Selo de qualidade” são indicá-lo para nove blogs e falar nove coisas sobre você.


               Já a regra do selo “Escritores virtuais” é indicar alguns blogs para recebê-los e na postagem que fizer citar o nome do blog que presenteou.

A todos vocês um abraço amigo e meu muitíssimo obrigado.

10 de setembro de 2010

Tem gente que ... (2)

ressaca a moral;
lembra o que convém;
mente com verdade;
sorri sem mover um músculo;
sente sem sentimento;
esconde mãos frias;
centraliza para mandar;
parece a videira cheia de nó;
desconhece o respeito;
solta a fantasia descarada;
desenfrea ilusão por aí;
sem paz usa tanque de guerra;
especula vasculhando o outro;
parasita o disse-me-disse;
no coração tem concreto;
olha comprido;
banca a meia e fica no pé;
a língua deve ser servida;
fala sem ouvir;
coroa para crucificar;
amola a guilhotina;
vive jogando;
chuta como zagueiro;
age como boneco que vai ser queimado;
sofre do mal da soberba;
usa verniz na casca grossa;
tem síndrome da verdade;
estuda o outro como um livro;
se acha dono do texto;
fere com a palavra e
precipita no ponto final.

1 de setembro de 2010

Tem gente que ... (1)

Tem gente que abre o apetite e
aguça os sentidos.
Tem gente que é um convite e
lembra cartão postal.
Tem gente que é solar e
faz o dia mais azul.
Tem gente que descontrai e
aventura.
Tem gente que prima o plural e
singulariza.
Tem gente que é tão natural e
escapa.
Tem gente que sorri sem igual e
deságua.
Tem gente que tem medo e
às vezes suporta.
Tem gente que exercita o diálogo e
dispensa medida.
Tem gente que prefere a verdade e
surpreende.
Tem gente que se tira pra dançar e
fica à vontade.
Tem gente que vai gostando e
volta apaixonado.
Tem gente que na vida é uma estreia e
ama como a primeira vez.
Tem gente que vê o erro e
volta.
Tem gente que tem paz no olhar e
irradia.
Tem gente que nasceu para o bem e
esmera.
Tem gente que é tão amigo e
humaniza.
Tem gente que gosta de gente e
eu acho que o Criador também.

18 de agosto de 2010

Já ...

Já sorri sem testemunha e
chorei como criança.
Já fui bobo e
feito de bobo sem saber.
Já tive certeza e
queria mil vezes estar enganado.
Já tive a pena afiada e
perdi a mão.
Já respondi mais que perguntei e
procurei palavras sem encontrar.
Já me afastei de mim e
esqueci o caminho de volta.
Já dividi uma vida e
tive meu coração fora do peito.
Já arranquei sentimento agarrado e
senti falta demais.
Já errei querendo acertar e
acertei errando.
Já fui familiar e
em seguida desconhecido.
Já fui excluído e
conheci o abandono.
Já me achei o “Colombo” dos sentimentos e
naufraguei com as pendências dando “bom dia”.
Já tive dias que pareciam noites e
vivi noites que foram dias sem fim.
Já senti frio vendo a cor gelo e
derreti com um olhar amigo.

6 de agosto de 2010

Disse que ...

que veio de cara,
que é para ficar,
que vale à pena,
que é pra valer,
que acredita,
que se importa,
que investe,
que insiste,
que espera,
que liga o desliga,
que estar é ser,
que há conjunção,
que é pro que vier,
que sente falta,
que tem medo,
que se desconserta,
que se desconcentra,
que estremece,
que é uma estreia,
que o sorriso estampa,
que felicidade existe e
que tudo é verdade.
Disse apenas por dizer.

20 de julho de 2010

Aos amigos.

O sorriso do aprendiz,
a inocência de um começo,
o meio antes do início e fim,
o silêncio e a palavra,
a imaginação do Olimpo,
a fé dos patriarcas,
o maná do deserto,
a lei mosaica,
o sermão da montanha,
a sabedoria de Salomão,
o mistério filosofal,
a prece de Assis,
o “Nome da Rosa”,
o Sol dos Incas,
os encontros cartesianos,
a coragem dos pioneiros,
a certeza dos utópicos,
a dúvida dos sofistas,
a resistência dos excluídos,
a determinação jacobina,
a queda das “bastilhas”,
a atenção do garimpeiro,
o espelho do próspero,
a flexão do Verbo,
a elegância de Malu,
um sonho de valsa,
a “Fuga” de Bach,
o improviso da Marrom,
a cadeira dos Imortais,
a “Paz” de Gil,
um amor de Julieta,
o dedo verde de um menino,
solitário só de diamante,
um ponto de exclamação,
a humildade dos poetas,
a esperança dos anônimos,
e a bênção do Pai.

29 de maio de 2010

Tirei do meu calendário.

Tirei o dia de hoje do meu calendário.
Lembro tudo dessa data. Nada me escapa.
Um dia comum sabia que não era.
A sístole das horas descompassava.
Muito estava para acontecer.
Reservas foram reservadas.
Desesperava a esperança.
Espremiam meu coração.
Aperto no peito assim desconhecia.
A vida perdia o rumo em busca de outro.
Interrompi o trabalho voltando para casa.
As peças tinham que estar arrumadas para serem pregadas.
Se pudesse teria agarrado com a mão o tempo que ainda restava.
Se soubesse voltaria para um abraço mais uma vez.
O toque do telefone foi diferente.
Atendi sem saber ouvir.
Clareza dos sentidos faltava.
Toda presença confundia tanta ausência.
O que se passava, até o último instante, não entendia.
Achava que a qualquer momento tudo voltaria como antes.
O dia, hora e modo eu não conseguia imaginar.
Tudo foi tão natural que desaguei.
Assim tinha que ser.
Fui arrancado do inseparável.
Nesse dia minha mãe partiu e partido fiquei.