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29 de maio de 2010

Tirei do meu calendário.

Tirei o dia de hoje do meu calendário.
Lembro tudo dessa data. Nada me escapa.
Um dia comum sabia que não era.
A sístole das horas descompassava.
Muito estava para acontecer.
Reservas foram reservadas.
Desesperava a esperança.
Espremiam meu coração.
Aperto no peito assim desconhecia.
A vida perdia o rumo em busca de outro.
Interrompi o trabalho voltando para casa.
As peças tinham que estar arrumadas para serem pregadas.
Se pudesse teria agarrado com a mão o tempo que ainda restava.
Se soubesse voltaria para um abraço mais uma vez.
O toque do telefone foi diferente.
Atendi sem saber ouvir.
Clareza dos sentidos faltava.
Toda presença confundia tanta ausência.
O que se passava, até o último instante, não entendia.
Achava que a qualquer momento tudo voltaria como antes.
O dia, hora e modo eu não conseguia imaginar.
Tudo foi tão natural que desaguei.
Assim tinha que ser.
Fui arrancado do inseparável.
Nesse dia minha mãe partiu e partido fiquei.

3 comentários:

Silvio disse...

Adorei!!!!!!!! Perfeito BJUS

Jonatas Fróes disse...

Que triste, lamento! Mas suas palavras foram tão bonitas que reconfortam.

[]'s

http://musikaholic.wordpress.com/

Maggie W. disse...

Pow...Muito bom mesmo...Amei muito
Vc é muito bom...Parabéns!